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Eu sentia vergonha de mim!

Eu sentia vergonha de mim. Sim, começo esse blog abrindo meu coração e vou além, essa vergonha durou mais de 30 anos.

Não é que eu sentia vergonha de minha aparência ou de meu gosto musical. Eu sentia vergonha de mim por me sentir deslocada.

Quantas vezes eu me calei? Incontáveis…

E o mais triste de tudo isso é que era uma vergonha enrustida que eu neguei por todo esse tempo. Chegando ao ponto de acreditar que eu realmente estava errada.

Sabe o que é mais engraçado em tudo isso? Eu sentia vergonha de mim, não sabia que sentia e tudo isso foi originado do nada.

Entendo hoje que isso foi construído por meio do consumo excessivo de cultura pop e de necessidade de popularidade que foi construída já na infância, reforçada na adolescência e destruída na vida adulta.

Eu sentia vergonha de mim…

vergonha de mimPorque eu não me enxergava parte de um todo.

Porque me sentia uma peça que não pertencia ao quebra-cabeças da sociedade.

Porque queria ser diferente do que a maioria julgava correto.

Porque não me identificava com as pessoas da minha família.

Se eu for listar tudo, passarei horas escrevendo e acredito que esse não é o ponto aqui. Vou fazer um texto fácil de digerir, afinal já recebemos informações demais em nosso dia-a-dia!

O mais interessante disso tudo, pelo menos nessa minha analogia, é que ao descobrir esse fato de que eu sentia vergonha de mim vem desde de muito pequena.

Eu acredito que você já ouviu a pergunta.

“O que você quer ser quando crescer?”

Claro que não posso afirmar com 100% de certeza, afinal a primeira vez que escutei essa pergunta eu deveria ter o que… 3, 4 anos, por ai. Mas acredito que foi quando esse processo de vergonha de mim começou.

Leia também: 
Eu Estava Perdida
Como Decidir O Que Fazer da Vida

Porque sem dúvida, essa foi uma das perguntas que mantive sem resposta por grande parte da minha vida.

Afinal, vamos combinar, se tem uma pergunta que mais escutamos ao longo da vida é essa, não é mesmo?

Tudo bem que, depois que a gente vai crescendo, ela vai mudando de formato, mas a intensão por trás da pergunta é sempre a mesma, ela só esta travestida de “Que faculdade você vai fazer?” ou “Que carreira você vai seguir?”, mas no final dá tudo na mesma e eu nunca soube responder em qualquer um dos formatos.

Essa pergunta foi responsável por crises de ansiedade, traumas e decisões erradas ao longo da minha vida.

E por isso, que arrisco afirmar que foi a partir dela que eu comecei a sentir vergonha de mim.

Mas não pense que é porque eu não sabia o que eu querida da vida! A verdade é que eu queria coisas demais, e o fato de todas as crianças saberem responder de primeira o que queriam ser, me causou sentimento de inferioridade.

Elas pareciam que haviam ensaiado para isso desde o ventre da mãe, saca?

o que você vai ser quando crescerBailarina, pintor, cantor, modelo, atriz… Caracas, elas nem pensavam para responder. Enquanto eu estava lá, fazendo minha lista mental de tudo o que eu queria fazer.

O LEGO quebrado

Ainda bem que, para minha sorte, meus pais me registraram com uma inicial que fica no final do alfabeto. Até chegar na letra V, geralmente dava tempo de eu bolar uma resposta inteligente. Mesmo com meus 3 ou 4 anos.

Afinal eu tinha parâmetro de como a coisa toda funcionava. Porque se uma criança antes de mim falasse algo que não parecia certo para a maioria, ela já era repreendida. Com isso eu já sabia que aquele não era um modelo a ser seguido.

Meeeeeu deus, só de escrever isso já fico tensa, revoltada. Como pode, a gente já se bloqueia desde criança por medo do ridículo e da repreensão.

lego quebradoConfesso que não sei se foi sorte ou azar meu nome começar com a letra V.

Afinal como eu “ganhava” esse tempo de ver como todos se saiam para responder às perguntas (sim, usei essa tática ao longo da vida), eu, muitas vezes, não falava o que realmente pensava, por me balizar em respostas de outras pessoas.

Mas, como eu gosto demais do meu nome, vou considerar que foi sorte e que eu era apenas inocente em me importar demais com a opinião dos outros.

Nasci sem GPS

sem gpsNunca uma frase usada por mim fez tanto sentido para minha vida quanto a frase “Nasci sem GPS”.

Eu sempre mencionei isso por não ser boa de direções e caminhos (uma vez ensinei um casal de amigos a chegar na minha casa mencionando postos de gasolinas e praças, imagina se foi fácil), mas amigo é pra essas coisas!

Acontece que ao entender, aceitar e assumir que eu sentia vergonha de mim essa frase basicamente que fez sentido para minha existência, afinal eu não sabia o direcionamento que eu dava para a minha vida.

Nem mesmo respondendo uma simples pergunta como “O que você vai ser quando você crescer?” quanto mais escolher uma carreira.

Me faltava direção. Por esse excesso de coisas que eu queria fazer, que rondavam minha mente e me deixavam perdida.

Afinal, eu estava rodeada de pessoas que sabiam EXATAMENTE o que queria para suas vidas. Era como se todo mundo tivesse essa resposta na ponta da língua, todo mundo menos eu.

Conclusão, eu me sentia sem GPS para a VIDA! Eu apenas não sabia definir isso para poder pedir ajuda.

Pedir ajuda?!?!?!?!

Isso jamais passou pela minha cabeça, é ÓBVIO! Caso contrário eu não teria vivido 30 anos nesse dilema.

helpEu sempre quis me virar sozinha, ser autossuficiente, dona do meu próprio nariz, independente, enfim, essa coisa toda de má interpretação do empoderamento feminino, sabe?

O melhor exemplo que eu posso dar foi a escolha da minha faculdade.

Lembra que eu não sabia responder a uma simples pergunta do que ser quando crescer, né? Imagina escolher uma carreira para o resto da vida? Por favor né!

Pois bem, claro que perdida e sem GPS para a vida lá estava eu, depois de dezenas de testes vocacionais (que vamos combinar, se existir algo mais inútil do que isso por favor não me apresente), eu não sabia para o que me aplicar.

Eu queria fazer todos os cursos da faculdade. Ok, nem todos, medicina estava fora da minha lista, mas os demais estavam dentro.

Então, comecei a fazer cursinho, assim que terminei o colegial (sou velha, dá um desconto na época era assim, e nem sei como chama hoje) e eu tinha decidido fazer Psicologia, pronto!

Escolhi a faculdade que queria fazer e me inscrevi para o vestibular em…. Turismo!?!

Passei no vestibular com 75% de bolsa (tá gente eu era perdida na vida, mas eu não era burrinha), e no primeiro dia de aula… mudei minha aplicação da faculdade para Administração.

Ah, agora sim, estava decidido.

Mas para a alegria geral da nação (acho que a faculdade sentiu que eu precisava de ajuda) eu consegui mudar meu curso para Administração Financeira, e pronto, me formei (sem DP, eu falei que não era burrinha).

Enfim formada!

formaturaAli estava eu, formada, com meu estágio prestes a ser concluído. Pronto! Eu havia conseguido. Eu tinha escolhido, enfim, uma carreira para o resto da vida!

Será?

Para minha sorte (estou começando a acreditar nisso enquanto escrevo esse artigo), eu fui efetivada no meu estágio. YAY!

Passei 13 anos trabalhando na mesma empresa, o sonho da aposentadoria ao meu caminho…

Grande parte das pessoas que se formou e trabalhou na mesma empresa por muitos anos, na maioria dos casos virou tipo o TOP das Galáxias do departamento que entrou, gerente, executivo, chefe e tal, né? O que vocês acham que aconteceria comigo?

É claro que esse não foi meu caminho, afinal eu não conseguia parar no mesmo departamento ou função pro mais de dois anos.

Parecia que era programado, começava a chegar perto de 1 ano e meio que eu estava fazendo uma atividade eu entrava em crise existencial.

Ansiedade, desânimo, segunda-feriafobia, choros noturnos aos domingos, todos esses males me acometiam. Ai eu começava minha procura incessante.

Saia mandando curriculum para tudo quanto é departamento que estivesse com vaga e em questão de poucos meses eu estava em um departamento novo.

Minha vida se resumiu a:

tedioComeçar um projeto novo, me envolver, me apaixonar pelo negócio num nível de obsessão (é o nível em que só falo disso), passado um tempo, mais especificamente quando eu já sabia como tudo funcionava, já meio que eu “dominava” aquele projeto ai o amor acabava, perdia a graça.

Não queria mais, enjova mesmo!

E normalmente eu insistia em continuar naquilo, fazer dar certo, levar até o final. Assim como fiz com minha faculdade e durante os 13 anos que trabalhei no mundo corporativo.

Afinal eu já tinha investido tempo, estudo e acima de tudo dinheiro, eu não poderia simplesmente abandonar. Era isso o que eu pensava.

Mas, me manter fazendo algo que eu não queria mais, não me fazia feliz.

Acontece que, nesse momento eu já estava com trinta anos, e o que acontece com uma mulher solteira aos 30?

A pressão aumenta

mulher aos 30Nossa cultura insiste que mulher tem que casar e ter filhos,  ponto final.

É como se as mulheres tivessem nascido apenas para procriação e nada mais. Hello Século XXI!!!!

Já não bastasse as minhas pressões internas (pensa numa pessoa que se cobrava), eu estava sofrendo pressões externas, não apenas familiares mas também dos colegas e amigos.

E não adiantava nada eu dizer que não queria casar e ter filhos porque lá vinham eles me dizer “Você não sabe o que esta falando, quando achar o homem certo, vai mudar de ideia!”.

Tá, até que nesse ponto eles estavam certos, afinal casei (nada de cerimônias e ainda não quero filhos e isso não vai mudar rsss).

Mas o que as pessoas não entendiam, nem eu na verdade, fui entender isso depois, era que eu enjoava das coisas. E isso não é só para carreira, isso se aplica para tudo!

Eu tinha vergonha de mim por ser desse jeito. Quantas amizades eu simplesmente perdi o contato, porque eu enjoei da pessoa?!?!

Sempre que eu começava a sair com um fulaninho, minha mãe me falava: “Filha, mas você vai sair com ele de novo? Daqui a pouco você enjoa dele e quem vai sofrer é ele” (ok, escrevendo assim eu acho que minha mãe me julgava uma vadia, mas ok, já foi).

Mas era assim para TUDO, eu enjoava de TUDO!

E enjoo até hoje, isso não mudou. Acontece que eu me aceitei por ser assim e entendi que isso é um padrão meu e que me faz ser a pessoa que eu sou.

Eu me aceitei

Isso sem dúvida foi uma das coisas mais difíceis a fazer, afinal eu queria me moldar, queria me encaixar nos padrões da sociedade, queria ser igual.

Pode parecer até meio imbecil, mas era verdade.

Eu não queria enjoar das coisas, eu queria ter uma única carreira que eu estivesse destinada a seguir. Eu queria poder dizer que sonhava em casar e ter filhos, mas eu simplesmente não sou assim.

Me aceitar foi o que me libertou.

auto aceitacaoAfinal, passei 30 anos da minha vida tentando me adequar, tentando me adaptar, tentando não enjoar das coisas, e isso só me causou ansiedade e infelicidade.

Ao me aceitar eu percebi que passei anos da minha vida tentando me encaixar numa sociedade, num padrão quando na verdade eu só precisava buscar por iguais.

Foi quando eu descobri que eu não estava sozinha

nao estou sozinhaFazendo diversas pesquisas na internet eu descobri que, assim como eu, muitas pessoas nasceram sem GPS da vida!

Se sentem deslocadas, perdidas, enjoam das coisas e não sabe o que escolher.

Descobri que muitas delas ainda não se aceitam como são, ou ainda nem sabem que são assim, só se sentem diferentes.

Por isso eu resolvi que iria mudar esse cenário, e resolvi escrever meu primeiro livro Faça O Que Te Faz Feliz!!! Estou escrevendo com muito amor e carinho e em breve será publicado (YAY!), em breve será publicado pela Amazon.

e-book-uma-vida-de-opcoes-volume1Se você leu esse texto até o fim, só tem dois motivos:

  1. Você me conhece e me ama e resolveu ler até o fim porque você é legal!
  2. Você se identificou com o que eu escrevi!

Independente do que te motivou a ler até o final eu quero te fazer um convite super especial.

Criei um E-book Dogmático Uma VIDA de Opções – Volume 1 onde compartilho 13 dogmas que transformaram minha vida e quero compartilhar com você!

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