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Eu estava perdida (a história continua)

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No primeiro artigo do blog eu abri meu coração, mas não acabou. Entenda, por muito tempo eu estava perdida ou, como gosto de dizer, sem GPS.

Nós nascemos em um mundo de dualidades. Yin-yang, céu e inferno, direita e esquerda, certo e errado.

Logo, quando temos algo que seja diferente disso, entendemos não está certo. Afinal, desde criança aprendemos a não questionar as “regras”.

Portanto, se o mundo é de dualidades, podemos entender que não deve haver uma terceira opção, certo?!?

Pois é, esse é o caminho que a sociedade nos leva ao longo da vida. E muitas pessoas se perdem nele, por acreditar realmente existir apenas dois caminhos a serem seguidos.

Eu estava perdida

perdida

Quando percebi eu não tinha uma vocação. Eu não sabia exatamente o que queria ser “quando crescer”, porque eu queria ser e fazer muitas coisas.

Mas, o mundo de dualidades me dizia, OU eu queria ser uma coisa OU outra, OU eu sabia aquilo queria OU eu não sabia. Não havia uma terceira opção para mim.

Certo?!?

Leia também:
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Como Decidir O Que Fazer Da Vida

Acontece que esse dilema foi se agravando por meio do convívio social. Eu via pessoas decididas, sabendo exatamente o caminho a seguir, qual era sua verdadeira vocação. Por outro lado, eu via pessoas não querendo fazer nada da vida e simplesmente aceitavam qualquer coisa que pagasse suas contas.

Por isso eu estava perdida.

Porque eu não queria me contentar com algo que simplesmente pagasse as contas. Ao mesmo tempo eu não queria fazer uma única coisa.

Logo, se eu não queria uma coisa OU outra eu estava errada. Ponto final!

Imagine viver nesse tormento por longos anos.

Qual sua perspectiva para os próximos 5 anos?

5 anosEu estava perdida e todas as vezes em que eu era questionada sobre qual era meu planejamento para os próximos 5 anos, eu entrava em crise.

5 anos? Pelo amor de Deus, como isso era possível?

Afinal, eu não sabia sequer o que eu queria fazer da vida. Eu estava perdida a vida toda, como eu poderia me programar para daqui a 5 anos?

Mas, eu poderia culpar alguém por me fazer essa pergunta? Claro que não, afinal ninguém sabia das minhas dúvidas, dos meus dilemas, muito menos o fato de eu estava perdida, ter nascido sem GPS.

Não pedir ajuda não era uma questão de orgulho, era porque eu sentia vergonha de mim, lembra???

Afinal, eu entendia estar errada por ter esses questionamentos. Por querer um terceiro caminho em um mundo que me dizia só haver dois caminhos para qualquer coisa na vida.

Me isolei do mundo

isolamentoEra como se eu não pertencesse aquele mundo. Eu não me encaixava dentro dos padrões da sociedade.

Era como se ninguém fosse capaz de me entender, como se eu fosse a única pessoa diferente em todo mundo. Pode até parecer uma adolescente falando, mas era exatamente assim que me sentia. Totalmente desconectada de todos.

Para evitar questionamentos e até mesmo, o julgamento das pessoas, acabei por me isolar com o passar dos anos.

E por me isolar,  me fechei para relacionamentos e me tornei uma pessoa fria e distante.

Claro, o fato de eu enjoar de pessoas ajudou o processo. Entenda, eu não era uma pessoa ruim, eu simplesmente cansava de alguém quando essa pessoa era igual todos os dias, não mudava, não tinha novidade, não agregava novos assuntos.

E esse fator ajudou bastante a construção do meu processo de isolamento.

Eu enjoava da pessoa, me afastava dela e não a “substituía” por outra, com isso o isolamento foi construído com sucesso.

E por muitos anos eu vivi em ostracismo.

Na minha cabecinha, se eu estava perdida, não fazia sentido algum eu me conectar com pessoas que não me entendiam. Eu não poderia ajudar a mim mesma, como eu poderia agregar valor para a vida de alguém? Pensa numa pessoa brilhante (essa não era eu nesse momento).

Toda escolha tem uma renúncia

escolhasAo escolher o isolamento eu simplesmente bloqueei qualquer oportunidade de ajuda. Se ninguém me conhecia na intimidade como alguém poderia conhecer os meus fantasmas, minhas dúvidas, minhas incertezas?

Por escolher me afastar das pessoas eu atrasei meu processo de descoberta e prolonguei por anos uma vida sem respostas.

Claro, eu não fazia ideia de como eu estava me prejudicando. Eu acreditava estar poupando as outras pessoas, mas não fazia ideia de como isso estava sendo prejudicial para mim, para minha família e para as pessoas ao meu redor que eu acreditando ou não, gostavam de mim.

Afinal, por mais que eu não percebesse isso, o fato de eu bloquear as pessoas da minha vida não era possível as impedir de se interessarem por mim, quisessem estar perto, sentissem carinho e amor.

Eu simplesmente ignorava o mal causado por minha decisão à vida das pessoas ao meu redor, eu acreditava estar poupando a elas, e a mim.

Eu estava perdida e agora sozinha

perdida e sozinhaO caminho solitário é ainda mais tortuoso. As únicas conversas que eu tinha eram as construídas em em minha própria mente (vamos combinar, não eram as mais inteligentes).

Acredite, se eu soubesse o quão prejudicial essa escolha era, eu teria pensado melhor e buscado uma alternativa.

Durante esse longo período de isolamento eu fui me anestesiando.

Viver sozinha me fez deixar de sentir algumas coisas. O cérebro é uma máquina de rápida adaptação (pensa num cara preguiçoso), para eu poupar esforço e trabalhe menos ele simplesmente identifica padrões e se adapta a eles.

Com isso ele anestesiou meus sentimentos, meus questionamentos. Pelo simples fato de eu estar convivendo comigo mesma e com o meu cachorro.

Quando nos anestesiamos a vida simplesmente passa. As horas se transformam em dias, esses, por sua vez, se transformam em anos e, quando menos percebemos, já é Natal mais uma vez.

Entramos no modo que eu carinhosamente apelidei de modo zumbi. Temos dias iguais, finais de semanas iguais, meses e anos iguais, com uma variação ou outra, mas no geral, iguais.

Por eu ser desse meu jeito, eu enjoo das coisas. Tudo aquilo que não me traz mudanças e novidades eu simplesmente canso.

Escolhas erradas = resultados desagradáveis

resultadosCom isso o efeito colhido foi a depressão.

Eu estava perdida, sozinha e depressiva, mas ainda vida (YAY)!

Entrei num quadro depressivo e mais uma vez tive uma escolha errada. Busquei sair dele sozinha.

Sim, uma sucessão de escolhas erradas (e eu me julgava inteligente, tsc, tsc, tsc…).

Mais uma vez, por querer fazer tudo sozinha, o caminho para sair da depressão foi demorado, poderia ter sido muito mais rápido se eu tivesse ajuda externa.

Aprendi muito com a depressão, sem dúvida foi uma das fases da vida de maior quantidade de ensinamentos.

A maior lição de todas foi, o fato de eu estar colhendo os frutos de todas as coisas plantadas no passado.

A gente colhe o que planta

colheitaQuem havia escolhido uma vida de solidão? Eu.

Quem havia escolhido não pedir ajuda? Eu.

Quem havia decidido não questionar o fato de o mundo ser feito de dualidades? Eu

Quem havia me colocado em estado de depressão era eu.

Quem poderia me tirar do estado de depressão? Eu.

Eu. Eu. Eu. Portanto, mãos à obra!

Sair da depressão sem ajuda não foi fácil, afinal eu não fazia ideia de por onde começar. Mas o Universo é bom, e nos mostra caminhos.

Até para aqueles que querem fazer tudo sozinho, se existe muita determinação, força de vontade e foco, é possível!

Aprendemos no amor ou na dor, no meu caso foi um pouco dos dois. E num momento de dor por amor eu acordei para a vida.

Dentro do processo de depressão eu perdi uma das pessoas mais amadas, minha avó. Oque poderia ter sido um momento para me afundar na depressão foi uma chamada para despertar.

Com essa perda eu afundei ainda mais na depressão antes de me erguer.

Indo fundo

fundo - eu estava perdidaApesar de fugir um pouco do contexto aqui, acredito ser importante entrar nesse ponto, porque você pode se identificar com isso.

Eu sempre tive valores muito fortes de liberdade e independência, responsáveis por boa parte das decisões tomadas na vida, certas ou erradas.

Querer resolver tudo sozinha e não mostrar fraqueza para as pessoas estava totalmente alinhado a esses valores e eram decisões que, aprendi às duras penas, eram bastante erradas.

Com a morte da minha avó eu mantive a postura forte e independente.

Para poupar minha mãe e minhas tias eu assumi a frente de muita coisa, as quais eu sequer estava preparada e emocionalmente estável para assumir.

Fiz reconhecimento do corpo. Acompanhei o carro funerário, conduzi parte das negociações com funerária e sepultamento, consolei minha mãe por muito tempo.

Por fora uma armadura impenetrável, por dentro eu estava afundando ainda mais na depressão.

Eu fui o caso típico de depressivo que ninguém nota. Eram pequenos sinais, mas o fato de eu ter me isolado do mundo não permitia as pessoas não perceberem essas sutis mudanças.

A vida é feita de picos e vales

picos e valesE antes de conseguir forças para iniciar minha subida ao pico eu desci a um dos vales mais fundos de minha história.

Afundei numa depressão aparentemente parecia interminável, onde ganhei alguns quilos, me isolei ainda mais do que acreditava ser possível e perdi as esperanças.

Era assombrada por pesadelos constantes, eram gritos por ajuda fantasiados que eu consegui interpretar.

Foi quando reuni forças e comecei minha subida.

Essa trajetória jamais teria sido possível se eu não tivesse buscado ajuda. No meu caso a ajuda foi através dos livros.

Parei de consumir literatura comercial e fui em busca de livros de autoconhecimento e auto ajuda (acredite, eles têm essa classificação por um motivo).

Tudo poderia ter sido mais fácil

ajudaÉ claro, essa trajetória teria sido muito mais rápida se eu tivesse uma pessoa me aconselhando e me orientando. Afinal, li e estudei muitas coisas dispensáveis naquele momento, mas o importante foi o resultado.

E foi por meio da recuperação dessa depressão momento onde pude me encontrar.

Aprendi nesse processo que, para cada pergunta deve existir uma resposta. E eu estava perdida porque não havia procurado a resposta para a minha pergunta.

Nos meus estudos encontrei a resposta e tive uma descobertas incríveis.

Entendi que o mundo é muito mais do que dualidades, e existem diversos tipos de pessoas:

Pessoas que sabem qual A Vocação a seguir;

Pessoas que simplesmente não querem nada e se contentam com qualquer coisa que pague as contas; e

Pessoas que querem várias coisas e não tem apenas UMA vocação a seguir, e eu sou uma delas.

Sem dúvida, dentre todas as descobertas realizadas nesse processo de autoconhecimento, essa descoberta foi o momento EURECA da minha vida.

Eu me encontrei!

Num momento eu estava perdida e no outro eu havia me encontrado. Esse momento foi de grande revelação e um marco a partir do qual eu recomeçaria a escrever uma nova história.

vitoria

Só existe uma forma de termos respostas a nossas perguntas, é buscando a resposta.

Por saber existirem no mundo muitas pessoas com uma história parecida, ou totalmente diferente da minha, mas que desejam fazer muitas coisas e se sentem perdidas eu hoje assumi como missão levar a resposta para quem busca.

e-book-uma-vida-de-opcoes-volume1E isso me motivou a, não apenas criar esse blog, mas também a escrever um e-book dogmático interativo Uma VIDA de Opções – Volume 1.

Como esses 13 dogmas me ajudaram, quero poder compartilhar com o maior número de pessoas, possibilitando elas encontrarem as respostas que tanto buscam, através dele.

Seja sozinha, pois eu sei, não sou a única pessoa no mundo que tenta fazer tudo sozinha.

Ou até mesmo por meio de outras pessoas. Mensageiros responsáveis por levar meu livro como uma fonte de ajuda para aqueles que precisam.

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